Após proposta baseada na rentabilidade dos bancos ser rejeitada pela manhã, Fenaban apresentou modelo por faixas salariais à tarde; Comando defende unidade da categoria e cobra proposta de reajuste para todos
A rodada de negociação entre o Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), realizada nesta quinta-feira (13), terminou sem uma proposta de reajuste para a categoria e com a apresentação, pelos bancos, de novos modelos que preveem tratamentos diferenciados entre os trabalhadores.
A Feeb SP/MS participou da negociação, representada pela vice-presidente da Federação, Ana Stela Alves de Lima.
Na primeira parte da reunião, realizada pela manhã, a Fenaban apresentou uma proposta que vinculava o reajuste dos bancários à rentabilidade de cada instituição financeira. Pelo modelo, trabalhadores de diferentes bancos poderiam ter reajustes distintos, de acordo com o desempenho de cada instituição.
O Comando Nacional rejeitou a proposta e reforçou que os bancários não podem ser responsabilizados, em seus salários, pelos resultados decorrentes das estratégias de mercado, investimentos e decisões de gestão adotadas pelas instituições financeiras, sobre as quais os trabalhadores não têm poder de definição.
Após a rejeição, a negociação foi interrompida e retomada no período da tarde.
Nova proposta por faixas salariais
Na retomada das discussões, a Fenaban apresentou uma nova possibilidade de modelo para os reajustes, desta vez com diferenciação por faixas salariais.
Os bancos, no entanto, não apresentaram índices ou valores para o reajuste. A Fenaban condicionou a apresentação dos números à discussão e eventual aceitação, pelo movimento sindical, do novo formato proposto.
Para o Comando Nacional, a diferenciação dos reajustes por faixas salariais também compromete a unidade da categoria, construída historicamente por meio da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) e da negociação nacional.
Ana Stela Alves de Lima, vice-presidente da Feeb SP/MS e representante da Federação na mesa, destacou que a negociação precisa avançar a partir da valorização de toda a categoria, sem criar divisões entre os trabalhadores.
“Não podemos aceitar que uma negociação nacional, que historicamente fortalece os bancários justamente pela unidade, seja utilizada para estabelecer tratamentos diferentes dentro da própria categoria. Seja pela rentabilidade de cada banco ou por faixas salariais, estamos falando de modelos que criam divisões entre trabalhadores que estão sob a mesma Convenção Coletiva”, afirma Ana Stela.
A dirigente também criticou a ausência de índices concretos na rodada desta quinta-feira.
“Os bancários esperavam uma proposta efetiva, com números e valorização para toda a categoria. Em vez disso, foram apresentados modelos que condicionam o reajuste a critérios de diferenciação. Nossa posição é pela preservação da unidade e por uma proposta que reconheça o trabalho e a contribuição de todos os bancários”, reforça.
Mobilização da categoria
Diante do impasse, a representação dos trabalhadores reforçou a importância da mobilização dos bancários nos próximos dias. O objetivo é ampliar a pressão para que os bancos avancem nas negociações e apresentem uma proposta econômica que contemple a categoria de forma conjunta.
A Feeb SP/MS e seus sindicatos filiados seguirão acompanhando as negociações e orientando os trabalhadores sobre as próximas mobilizações da Campanha Nacional dos Bancários 2026.
Fonte: Feeb SP/MS com informações da Contraf CUT
