A Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa) rejeitou, nesta quarta-feira (5), a proposta apresentada pela Caixa para o custeio do Saúde Caixa durante a quinta rodada de negociações da Campanha Nacional dos Bancários 2026, em São Paulo.
Pela proposta, a contribuição dos titulares subiria de 3,5% para 5,5% da remuneração-base, enquanto o limite de comprometimento da renda familiar passaria de 7% para 14%. Também haveria aumento expressivo nas mensalidades dos dependentes, que, em alguns casos, ultrapassaria 80%.
Por unanimidade, as entidades sindicais exigiram que a Caixa apresente uma nova proposta. Para a representação dos empregados, o banco transfere o custo do plano aos trabalhadores, sem ampliar sua participação no financiamento.
A coordenadora da CEE/Caixa, Luiza Hansen, afirmou que a proposta representa perda de renda e pode anular qualquer ganho obtido na campanha salarial. “O banco quer que o empregado arque com uma conta cada vez maior para manter o plano de saúde”, criticou.
Outro ponto destacado pela CEE é que os beneficiários já custeiam cerca de 46% das despesas do Saúde Caixa, percentual muito acima do modelo histórico de 70% para a Caixa e 30% para os usuários. Para as entidades, o limite estatutário de 6,5% da folha imposto à participação da empresa é o principal responsável pelo desequilíbrio financeiro do plano.
Os representantes dos trabalhadores alertam ainda que o aumento das mensalidades pode levar empregados, aposentados e pensionistas a deixar o Saúde Caixa, comprometendo o mutualismo, a solidariedade e a sustentabilidade do plano.
Embora o Saúde Caixa tenha registrado déficit operacional em 2025, a CEE defende que a solução passa pelo aumento da participação financeira da Caixa e não pela transferência de mais custos aos usuários. A representação também cobra medidas para enfrentar o adoecimento relacionado ao trabalho e que o banco assuma integralmente os custos de tratamentos decorrentes de doenças ocupacionais.
Ao final da reunião, a Caixa informou que irá reavaliar a proposta. A CEE reiterou que espera um novo modelo que preserve o Saúde Caixa, valorize os empregados e respeite a capacidade de pagamento dos beneficiários.
